Eu concordo discordando, muito pelo contrário:

Na ânsia de ter a "última palavra", ou fazer mais alarde, encher paciência e "saco" do alheio e leitor, de afetar superioridade, esta a mais vigente. Dia desses, um contato disfarçado por aqui, com um pseudônimo (corajoso mesmo é quem aparece com o nome real, coisa que faltou a quem pretendeu corrigir e fez lambança), resolveu "analisar" uma imagem e três frases. O vexame intelectual foi prodigioso. Então, vão dicas aos saudáveis de raciocínio, interessados no correto para serem mais que "especialistas" de Whatsapp e Facebook:

"A compulsão de discordar é sinal de inteligência deficiente.

Uma pessoa inteligente tem alguma dificuldade em discordar, porque busca a verdade em tudo e sempre encontra ao menos um pouquinho. Mostrar que um raciocínio é absurdo ou estúpido não é "discordar": é apenas reconhecer que nele não há nada com que se possa concordar ou discordar.

A mera incompreensão se manifesta, com frequência, como um "sentimento" de discordância. No Brasil isso é endêmico. Só pode haver discordância real entre pessoas que têm o domínio do mesmo corpo de dados.

O treinamento básico e indispensável, nessas coisas, é: Antes de discordar de uma ideia, trate de expô-la com todos os seus fundamentos, se possível melhor do que o autor dela.

Por favor, por caridade, aprendam a diferença entre discordar e perceber um absurdo. Só se pode discordar do que tem alguma razão de ser.
Por exemplo, você pode discordar da teoria de Darwin, mas ela não é intrinsecamente absurda. Da "ideologia de gênero" não se pode nem discordar, porque ela se compõe apenas de confusão mental.

Antes de proclamar "Discordo", responda, se puder:

1 - Com a premissa maior, com a premissa menor ou com a consequência?
2 - Com a forma ou com a substância?
3 - Com a proposição em si ou com as definições dos conceitos?
Se não pode responder, é porque nem sabe do que está discordando."

-- Olavo de Carvalho e Cláudia Noronha.

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