Cuidados na leitura dos "qualquercoisanews" de grande ou tímida circulação evitaria palpitação, sobressalto. Um amigo mostrou-me publicação de uns dias atrás, colocada em periódico "facebookiano", cuja autoria textual é atribuída a terceiros (postei e saí correndo).
Então o desatento "compra a ideia" e já sai disseminando seu wishful thinking que nem desconfia ser linguagem sinuosa aquilo que se colocou. Essa técnica em um jornalismo cada vez mais decadente na grande mídia ganha corpo nos imitadores.
Alguém escreve: é possível, é provável, poderá, vamos aguardar e, no meio dessas palavras (ou semelhantes), escreve com a veemência de um Churchill em plena Segunda Guerra Mundial, não passa de inspirado na música O quê, dos Titãs.
Trecho dela:
"O que não pode ser que
Não é o que não pode ser
Que não é o que
O que?
O que?
O que?
O que?
Que não é o que não pode ser
Que não é o que não pode ser
Que não é o que não pode ser
Que não é
Que não é o que não pode ser
Que não é o que não pode ser
Que não é o que não pode ser
Que não é
Sei que não é"
Pode dar boas risadas aí.
Jacaúna Medeiros
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