Campeonato brasileiro, escolha das sedes das copas 2018 e 2022, deputados, senadores, população, etc. Qual é o sentido, uso de objeto utilitário? Não deveria servir à vilania, corrupção, desonestidade.

Costume, uso comuníssimo entre os muito espertos, sabedores da aplicação de determinada expressão; também dos mais símplices, claro, sem perceber a sutileza que a outros é evidenciada.

Já percebeu o quanto atribuímos culpabilidade às coisas e não às pessoas? Se falamos mal de uma religião qualquer, esquecemos que a mesma é formada pelos fiéis; ela não subsiste em si mesma.

Se dizemos que o Congresso é corrupto (embora concorde em parte), esquecemos que há pessoas honestas e que a própria instituição está formada essencialmente por elas e mais: quem as elegeram? Oh! Oh!

A gramática explica um pouco disso: metonímia, figura de linguagem que estabelece uma ligação entre palavras, fazendo com que um termo mude de significado, embora a relação seja compreendida.

Alguns exemplos: Há muitas pernas na cidade (pessoas caminhando). Comi dois pratos (comida). Compre Bombril no supermercado (esponja de aço). Mala é enviada como incentivo a time no Brasileirão (dinheiro).

Continuaremos aplicando palavras e expressões referindo-nos a outras coisas, a gramática já explicou e considera um recurso estilístico criativo, no entanto é sempre preciso saber, ter certeza do que se fala.

Oferecer mala de qualquer cor (principalmente branca), de uma vez por todas já mostra a idéia compreendida – ato ilícito e eufemisticamente negado por quem a pratica. Cara de pau contrariar ou ignorar.