Paciência não pode ser displicência:

É uma palavra de uso comum no meio político, seja para uma resposta a alguma necessidade imediata (paradoxal isso, não?) ou pedido mais elaborado. No momento que escrevo a postagem, ocorre uma manifestação no centro da cidade, provocada por comerciantes do Pátio da Feira Muncicipal, alguns insatisfeitos com as arrumações feitas pelas prefeitura (através de representantes desta), outros querendo apenas prolongar um vício da venda nas calçadas e todos querendo resolução. Já foi prometida solução adequada, avaliação ponderada, acomodação justa, preparação rigorosa e, tantos adjetivos são positivos e importantes mesmo, mas não devem ser apenas recurso semântico para aplacar iras populares. Vi e acompanhei os primeiros desdobramentos para solucionar a dificuldade feirante, porém andam atravancados ou pela burocracia dos próprios encontros das ideias ou nos desencontros delas, ou os poderes insuficientes ou... Você decide. Os agentes públicos, qualquer um deles, são exatamente isso - agentes. Pressupõe-se que sejam pessoas proativas, do elaborar ao executar. Deposita-se confiança nelas direta (quando elegemos vereadores, prefeito, etc.) e indiretamente (os confiados nas ações - secretários, diretores, etc.). Quando se necessita melhorar algo dentro de um município, não se pode apenas dizer: Paciência, paciência, paciência... Por correr-se o risco de tornar-se uma palavra vazia, desacreditada.

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