Se você nunca leu o conto a igreja do diabo, de Machado de Assis, pode ser que necessite dar uma olhada. Não é um convite ao mal, já lhe adianto.
Um templo religioso, uma mulher, um homem armado e outro distante protagonizaram acontecimento no último dia 4, sexta-feira.
Francisco Erasmo Rodrigues, 61 anos, morador de rua, para muitos um preguiçoso, vagabundo, malfeitor contrariou convenções humanas preconceituosas e correu em defesa da mulher que agarrada ao homem armado tentava desvencilhar-se deste agressor. Tendo conseguido separar vítima do bandido, Francisco acabou sendo baleado e faleceu à porta da Catedral da Sé. O morador de rua, ignorando não só a condição armada do oponente, mas também negando a ausência de auxílio de qualquer outra pessoa em redor da situação expôs-se, custando a vida, mas jamais aceitando a falta de ação, solidariedade, defesa de outrem e que o homem comum tanto precisa não só alardear de boca e escrita, mas também realizar.
No conto de Machado, pessoas abandonam a igreja maléfica e voltam a fazer o bem; na vida nossa de cada dia, Francisco deixou a vida ensimesmada e agiu com um altruísmo que acredito ser uma pequena manifestação do Alto, mais que vontade humana ou alegação dissimulada de amor e distanciamento das pessoas.
Dar a vida por alguém próximo, familiar é razoavelmente possível, no entanto a um desconhecido, a possibilidade é remota. A atitude foi heroica também por uma triste constatação: a escassez dessas ações.
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