Relembrando a reportagem da televisão, de ontem, sobre animais que ajudam na terapia com pessoas possuidoras de distúrbios mentais, lembrei-me de R., rapaz que visita-me todo sábado no estúdio e entre uma música e outra conversa sobre suas dificuldades, seu tratamento contra a esquizofrenia, fala dos seus inimigos (quase todos inventados) e problemas (alguns reais). Certa vez ele disse-me que se entendia e sabia ser alguém, segundo ele mesmo, doido. Eu, querendo parecer solidário coloquei-me no rol dos loucos. R. olhou para mim com o jeito tranquilo que possui e emendou: Eu sempre soube que você também fazia parte dos tantãs.
Eu ri tanto quando rio agora concluindo esse escrito.
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