Encontrei conhecidos mais próximos e nem tanto, vi manifestações efusivas, fotos para posteridade, felicidade estampada nos rostos e corpos dos abraçados e diversos pedidos de imagem com os empossados. Admirei a simpatia de alguns e constatei a forçação de outros.
(Ah! O escrito é sobre a diplomação dos eleitos, ontem)
Procuro a discrição não só por certa "timidez regulamentar e profissional", mas também porque o afastamento suficiente faz com que eu enxergue pessoas e situações mais que os abraçados quando posam para as fotos de manchete "internética". Não há nenhuma proibição nem censura para o ato, também faço isso em outros círculos, com pessoas mais simples e outras (bem menos) nem tanto.
O fato é se as películas nos tornam maiores ou pequenos (paradoxo) na atuação dentro do município. Fazer uma "social", entrar nas postagens contribui em quê para melhorar os índices culturais, o crescimento para o outro, as proposições e atos dentro da cidade?
Creio pensar como professor-sacerdote, que em qualquer situação, mesmo fora do automático preciso entender, fazer útil mesmo o momento mais simples, quem sabe seja uma "doença, defeito".
Também me lembro de um amigo, uma espécie de Nabal moderno (grosso e sem modos, mas que curiosamente gosto mesmo dele, pois sei que a falta de tato é só questão de "ser ele") falando algo do tipo: - Tá vendo!? Tá vendo!? Eu falei que o lado A era o máximo! Respondi a ele que o problema não é exatamente a escolha de um lado (porque pode ser uma péssima decisão moral), mas achar que a cidade vive pela metade. Nunca enxerguei assim já faz tempo e não acredito diferente na atualidade.
Então, é isso que denota nossa pequenez ou grandeza. O resto é enrolação.
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Há um dia


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