Contar as bênçãos ora dadas, ora levadas em conta, mas contar e notar que há mais no além muros pessoais. Que maravilhosa constatação.
E amar, muito, sempre, de múltiplas formas (gostando, ajudando, orientando), lutando contra o egocentrismo melancólico. Ora, isso fica aos literatos em momentos, mas não às pessoas em mais dias e mais vida.
Começaria a minha bem parecido:
Vida, estou escrevendo uma carta de gratidão, daquelas que há muito não fazem (eu também). De punho e perfumada, endereçada e postada. Você a receberá um dia depois e essa demora é importante para que mature a essência e as palavras tingidas liguem-se mais fortemente ao papel. Assim, quando a leitura for feita, somada à expectativa de quem enviou, será a do recebimento. Em mãos, olhando o externo do envelope e abrindo cuidadosamente, sai a folha, com carinhas entre as linhas e a redação generosa e sem fingimento, aflora o que sabemos, mas nem sempre citamos: qualidades bem empregadas, como artista ao retoque, sendo a outra pessoa lapidada...
Como ela continua? Quem sabe você que me lê experimenta.
Vida, estou escrevendo uma carta de gratidão, daquelas que há muito não fazem (eu também). De punho e perfumada, endereçada e postada. Você a receberá um dia depois e essa demora é importante para que mature a essência e as palavras tingidas liguem-se mais fortemente ao papel. Assim, quando a leitura for feita, somada à expectativa de quem enviou, será a do recebimento. Em mãos, olhando o externo do envelope e abrindo cuidadosamente, sai a folha, com carinhas entre as linhas e a redação generosa e sem fingimento, aflora o que sabemos, mas nem sempre citamos: qualidades bem empregadas, como artista ao retoque, sendo a outra pessoa lapidada...
Como ela continua? Quem sabe você que me lê experimenta.


0 Comentários