O Brasil já responde por cerca de 10% dos homicídios registrados no mundo, mesmo não chegando a ter 3% da população global. Mais de 70 mil pessoas são assassinadas e outras 20 mil desaparecem todos os anos. Isso significa que os criminosos brasileiros matam mais, em tempos de paz, do que a guerra civil da Síria, ou praticamente qualquer outro conflito recente, em seus momentos mais intensos — sem mencionar os demais crimes violentos como os assaltos, os sequestros e os estupros nos quais o Brasil também é recordista.
Uma pesquisa recente, feita em abril, descobriu que quase 50 milhões de brasileiros tinham parentes ou conhecidos que foram assassinados. O mapa que você vê na imagem ao lado, já bastante desatualizado, mostra que o número de homicídios no Brasil (em vermelho no mapa) é maior do que o número de homicídios em todo o território em azul, o que inclui toda a Europa, o Canadá, o norte da África e a China.
Pensem por um momento no número de pessoas que foram vítimas, diretas ou indiretas, de algum tipo de crime violento no Brasil; na quantidade de família dilaceradas; no número de feridos; nos traumas; no medo; fora os danos ao patrimônio público e privado.
É normal que, em um país que vive nessas condições, nossas autoridades e nossas figuras públicas negligenciem esse problema para debater miudezas ou abstrações, como se vivêssemos uma situação de normalidade ou como se a violência fosse uma fatalidade inevitável?
Talvez essa cegueira esteja relacionada a outro grande problema apontado pelo Professor Olavo de Carvalho nesta madrugada (e em toda a obra dele): a diminuição escandalosa da inteligência brasileira. Aliás, foi ele quem melhor definiu a gravidade da nossa situação e nos deu uma boa pista de como resolvê-la. Se "nada é mais grave do que estar burro e morto", nada é mais urgente do que corrigir as deformações do nosso sistema educacional e garantir a segurança da população. O resto, incluindo a prosperidade econômica, é consequência.
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Legenda: o número de homicídios anuais no Brasil é superior ao número de homicídios anuais em todos os países que estão em azul no mapa.
Uma pesquisa recente, feita em abril, descobriu que quase 50 milhões de brasileiros tinham parentes ou conhecidos que foram assassinados. O mapa que você vê na imagem ao lado, já bastante desatualizado, mostra que o número de homicídios no Brasil (em vermelho no mapa) é maior do que o número de homicídios em todo o território em azul, o que inclui toda a Europa, o Canadá, o norte da África e a China.
Pensem por um momento no número de pessoas que foram vítimas, diretas ou indiretas, de algum tipo de crime violento no Brasil; na quantidade de família dilaceradas; no número de feridos; nos traumas; no medo; fora os danos ao patrimônio público e privado.
É normal que, em um país que vive nessas condições, nossas autoridades e nossas figuras públicas negligenciem esse problema para debater miudezas ou abstrações, como se vivêssemos uma situação de normalidade ou como se a violência fosse uma fatalidade inevitável?
Talvez essa cegueira esteja relacionada a outro grande problema apontado pelo Professor Olavo de Carvalho nesta madrugada (e em toda a obra dele): a diminuição escandalosa da inteligência brasileira. Aliás, foi ele quem melhor definiu a gravidade da nossa situação e nos deu uma boa pista de como resolvê-la. Se "nada é mais grave do que estar burro e morto", nada é mais urgente do que corrigir as deformações do nosso sistema educacional e garantir a segurança da população. O resto, incluindo a prosperidade econômica, é consequência.
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Legenda: o número de homicídios anuais no Brasil é superior ao número de homicídios anuais em todos os países que estão em azul no mapa.


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