Por Roger Scruton, trecho do livro "O Que É Conservadorismo" (p. 157, ed. É Realizações).
"Para empregar esse conceito de 'justiça' no debate político, o advogado da 'justiça social' cria uma ficção inconsciente e peculiar: a ficção de que, na verdade, toda riqueza e talvez toda vantagem pertença a um só dono (a sociedade), que (de alguma maneira inexplicável) tem o dever de garantir sua 'distribuição'. E, numa descrição suficientemente desguarnecida e anistórica dos fatos, talvez pareceria injusto distribuir a riqueza de maneira desigual entre pessoas que são iguais em seu direito de reivindicar uma porção dela (iguais apenas por serem todas cidadãs); do mesmo modo, pareceria 'desleal' dividir os doces de maneira desigual numa festa infantil. Essa ficção de 'distribuição', no entanto, está tão frequentemente em conflito com a percepção imediata do que é justo que só se consegue crer nela por uma enumeração repetida e ritualística de suas implicações desejáveis: isto é, que socorra os pobres e deponha os ricos."
Das páginas Contra os Acadêmicos (imagem) e Conservadores (texto)
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