Sobreviverá quem entender isso...

Sabe, não sou chato... Vou apenas tentar lhe explicar como vejo o mundo atual:
Em 1944, "homens" de 17 ou 18 anos pilotavam aviões caças "Spitfire", com metralhadoras de 50 milímetros montadas nas asas, para defender Londres, a qual era bombardeada por pilotos da Luftwaffe alemã, esses com 18 ou 19 anos.
Em terra, sobre alagadiços, pedras ou neve, outros homens de 20 a 22 anos lutavam ferozmente com armas empunhadas para defender suas famílias, terras, convicções...
Nesse cenário, as mulheres sabiam como proceder... Se revezavam entre fechar corpos para serem enterrados e fechar ferimentos dos que ainda respiravam nos hospitais e tendas... Também tinham que costurar fardas, cozinhar rações para soldados, reparar tanques e carros de combate, preparar munições e construir o "esforço de guerra" nas fábricas...
Com a guerra, milhões de homens e mulheres morreram e os que sobreviveram voltaram para casa e tiveram que trabalhar muito duro para reconstruir seus Países, casas, negócios, escolas, ruas, hospitais... Eles tiveram filhos e envelheceram sempre comendo o que tinham pra comer, vestindo o que tinham para vestir... Economizavam o que podiam e cuidavam de suas famílias com muito amor, pois sabiam o preço da Paz... Conheciam a realidade da fome e da desgraça.
Hoje a adolescência vai até os 38 ou 40 anos, pelo menos.
Muitas crises.
Muitas decisões.
Muita pressão.
Hummmm.
Os adolescentes de hoje, com 35 anos, costumam dizer que tudo o que foi construído, até hoje, está equivocado... Que a "grosseria" tem que acabar...
Caras de 35 anos tomam todynho, fazem depilação, usam óleos especiais na barba - desenhada. Praticam Tai Chi Chuan.
Depois de uma semana árdua de trabalho, de 6 horas por dia com 2 de almoço - digitando em teclados ergonômicos, reúnem-se com amigos, igualmente estressados em bares modernos - com ar condicionado, com mesas posicionadas segundo Feng Chui, ao som de Pablo Vitar e Ludmilla.
Pedem suflê de mandioquinha com alho poró, com traços de curry e framboesa selvagem - e harmonizam-na com caipirinha de aguardente de alecrim, com mixed de saquê e vinho crianza catalão, com adoçante natural destilado da casca da mini-jaca colombiana.
Finalizam com uma taça de café gourmet gelado (descafeinado, é claro), aromatizado com favas de baunilha de madagascar e raspas de limão siciliano.
No dia seguinte, se recuperam na academia Smart Fit, onde fazem musculação e yôga.
Também não sabem mais se são homens ou mulheres e acham a sociedade atual misógina, homofóbica, intolerante, agressiva, etc.
Dizem que o aborto livre nos conduzirá a um mundo melhor, que a liberação das drogas é sinal de liberdade, que as armas representam retrocesso...
Hummm...
Não preciso demorar muito mais em lhe dizer qual é minha conclusão e ela é baseada na história humana, não em "achismos":
- Tempos difíceis criam homens fortes.
- Homens fortes criam tempos fáceis.
- Tempos fáceis criam homens fracos.
- Homens fracos criam tempos difíceis...
E tudo recomeça...
Sobreviverá quem entender isso...


Hugo Marques

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