Mundo:
Julio De Vido, ex-ministro dos governos Kirchner se entrega à justiça argentina
Julio De Vido, deputado e ex-ministro dos governos de Néstor e Cristina Kirchner, se entregou nesta quarta-feira à justiça da Argentina, depois de ter perdido os privilégios parlamentares, em votação na Câmara local.
O titular da pasta do Planejamento Federal, Investimento Público e Serviços, entre 2003 e 2015, se apresentou, com advogado em um tribunal de Buenos Aires, sendo detido em seguida.
Contra De Vido há duas acusações, uma por fraude em um projeto da mina de carvão de Rio Turbio, na província de Santa Cruz, e outra por pagamento com sobrepreço na compra de gás líquido.
O portal "Infobae" publicou hoje um vídeo amador, que mostra o ex-ministro entrando em um tribunal.
O ministério comandado por De Vido foi criado por Néstor Kirchner, em 2003, e tinha o maior orçamento do governo, entre outros motivos, por gerir obras públicas e ainda ser responsável pelos setores de energia e habitação.
Agora, a justiça argentina irá definir quando o deputado será transferido para um presídio.
Agência EFE
Brasil:
"Corrupção não se resolve apenas com processos judiciais" - Sérgio Moro.
O juiz federal Sergio Moro, responsável pelas ações da operação Lava Jato em primeira instância, afirmou nesta terça-feira que os problemas da corrupção não se resolvem somente com processos judiciais e defendeu uma "reforma ampla" do sistema.
Moro, que participou de um fórum sobre corrupção em São Paulo, enfatizou a necessidade de reduzir a impunidade e comparou o combate à corrupção com o processo de abolição da escravidão no século XIX.
O magistrado admitiu que a operação italiana Mãos Limpas foi uma "grande inspiração" em sua carreira e detalhou que, tanto no Brasil como na Itália, as investigações evoluíram como "uma bola de neve" e "revelaram casos de corrupção sistêmica".
"Ambas as operações começaram de forma modesta", indicou Moro, durante uma conferência organizada pelo jornal "O Estado de São Paulo" sobre as operações Mãos Limpas e a Lava Jato.
Moro defendeu o uso das "delações premiadas", as confissões realizadas por acusados em troca de uma redução de suas penas, e considerou que a democracia brasileira vive um "processo de maturidade" e assegurou que "há razões" para que se mantenha a "esperança" no país.
Gherardo Colombo, um dos juízes italianos da investigação Mãos Limpas, também participou do fórum, no qual ressaltou algumas das similitudes entre Brasil e Itália no que diz respeito à corrupção.
"Assim como no Brasil, na Itália quase todos os partidos políticos estavam envolvidos em delitos de corrupção", afirmou Colombo.
O ex-juiz, que em 2007 abandonou a magistratura, comentou que a "corrupção não diminuiu na Itália" e lembrou que 40% dos envolvidos se livraram da prisão pela prescrição de seus crimes.
"Deixei o cargo 14 anos antes da minha aposentadoria, pois acredito que é absolutamente necessário focar em outra fonte importante, que é a educação", disse Colombo.
Para ex-magistrado italiano, a "Mãos Limpas foi a prova clara, científica, documentada que, diante de um fenômeno extenso, radicado, articulado, como era a corrupção na Itália, o caminho do processo penal e da justiça penal é destinado a não ter sucesso".
O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, afirmou, por sua vez, que no Brasil é necessário ir além da Lava Jato e ressaltou que "a corrupção acaba alavancando a permanência dos corruptos no poder".
"A chegada de corruptos ao poder gera mais corrupção", afirmou o procurador.
Agência EFE
A notícia da internação do presidente Michel Temer repercutiu de imediato no mercado financeiro. A Bolsa de Valores de São Paulo havia caído quinhentos pontos até o meio da tarde dessa quarta-feira. Por sua vez, o dólar registro ligeira alta de menos de meio por cento. Ao final do pregão, e após a divulgação de notícias favoráveis à saúde do presidente e após início da votação da segunda denúncia na Câmara dos Deputados, o quadro reverteu-se: o índice da Bolsa voltou a subir e a cotação da moeda norte-americana estabilizou-se após breve recuo.
A menor taxa de juros em quatro anos
Também nessa quarta-feira, o Banco Central efetuou mais uma redução da taxa básica de juros, dando prosseguimento à política de redução gradual e sucessiva que vem sendo adotado pela autoridade monetária nos últimos meses. A Taxa Selic agora encontra-se em 7.50% ao ano, o menor valor desde abril de 2013, quando a taxa havia ficado um quatro de ponto percentual abaixo do valor atual. Na próxima reunião do comitê de política monetária em novembro, possivelmente a taxa de juros será fixada em seu valor mais baixo da história.
A reação das bolsas de valores e da cotação da moeda norte-americana ante o cenário político, e a continuidade da queda consistente da taxa de juros, são dados objetivos que reforçam a posição que defendemos há muito tempo. Interessa ao país que o atual governo termine seu mandato no prazo previsto pelo texto constitucional e que a transição para o novo governo a ser eleito ano que vem seja feita de acordo com o calendário eleitoral previsto. Qualquer solução fora desse roteiro interessa unicamente às esquerdas e, portanto, será contrária aos interesses da nação.
Com informações de InfoMoney. #CriticaNacional #TrueNews
Como a bancada de Pernambuco se posicionou em relação ao pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que o presidente Michel Temer seja investigado por formação de quadrilha e obstrução de Justiça.
A favor da investigação (11 votos)
André de Paula (PSD)
Betinho Gomes (PSDB)
Daniel Coelho (PSDB)
Danilo Cabral (PSB)
Gonzaga Patriota (PSB)
Jarbas Vasconcelos (PMDB)
Luciana Santos (PCdoB)
Pastor Eurico (PHS)
Silvio Costa (PTdoB)
Tadeu Alencar (PSB)
Wolney Queiroz (PDT)
Contra a investigação (11 votos)
Augusto Coutinho (SD)
Bruno Araújo (PSDB)
Eduardo da Fonte (PP)
Fernando Monteiro (PP)
Fernando Filho (PSB)
Jorge Corte Real (PTB)
Luciano Bivar (PSL)
Marinaldo Rosendo (PSB)
Mendonça Filho (DEM)
Sebastião Oliveira (PR)
Zeca Cavalcanti (PTB)
Ausente (3 votos)
Adalberto Cavalcanti (PTB)
João Fernando Coutinho (PSB)
Ricardo Teobaldo (Podemos)
A menor taxa de juros em quatro anos
Também nessa quarta-feira, o Banco Central efetuou mais uma redução da taxa básica de juros, dando prosseguimento à política de redução gradual e sucessiva que vem sendo adotado pela autoridade monetária nos últimos meses. A Taxa Selic agora encontra-se em 7.50% ao ano, o menor valor desde abril de 2013, quando a taxa havia ficado um quatro de ponto percentual abaixo do valor atual. Na próxima reunião do comitê de política monetária em novembro, possivelmente a taxa de juros será fixada em seu valor mais baixo da história.
A reação das bolsas de valores e da cotação da moeda norte-americana ante o cenário político, e a continuidade da queda consistente da taxa de juros, são dados objetivos que reforçam a posição que defendemos há muito tempo. Interessa ao país que o atual governo termine seu mandato no prazo previsto pelo texto constitucional e que a transição para o novo governo a ser eleito ano que vem seja feita de acordo com o calendário eleitoral previsto. Qualquer solução fora desse roteiro interessa unicamente às esquerdas e, portanto, será contrária aos interesses da nação.
Com informações de InfoMoney. #CriticaNacional #TrueNews
Pernambuco:
Como a bancada de Pernambuco se posicionou em relação ao pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que o presidente Michel Temer seja investigado por formação de quadrilha e obstrução de Justiça.
A favor da investigação (11 votos)
André de Paula (PSD)
Betinho Gomes (PSDB)
Daniel Coelho (PSDB)
Danilo Cabral (PSB)
Gonzaga Patriota (PSB)
Jarbas Vasconcelos (PMDB)
Luciana Santos (PCdoB)
Pastor Eurico (PHS)
Silvio Costa (PTdoB)
Tadeu Alencar (PSB)
Wolney Queiroz (PDT)
Contra a investigação (11 votos)
Augusto Coutinho (SD)
Bruno Araújo (PSDB)
Eduardo da Fonte (PP)
Fernando Monteiro (PP)
Fernando Filho (PSB)
Jorge Corte Real (PTB)
Luciano Bivar (PSL)
Marinaldo Rosendo (PSB)
Mendonça Filho (DEM)
Sebastião Oliveira (PR)
Zeca Cavalcanti (PTB)
Ausente (3 votos)
Adalberto Cavalcanti (PTB)
João Fernando Coutinho (PSB)
Ricardo Teobaldo (Podemos)
(Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)
Blog do Brito
São Lourenço da Mata:
Notícias da Prefeitura.
Para garantir o transporte dos pacientes de São Lourenço da Mata, a Prefeitura devolveu, nesta terça-feira (25), dois novos veículos. As vans são utilizadas diariamente por hemofílicos e pacientes com microcefalia, que precisam fazer tratamento no Recife e em Carpina. Ao todo, os veículos, que são adaptáveis, transportam cerca de 50 pessoas. As viagens são feitas as segundas, quartas e sextas-feiras, no caso da hemodiálise, e de segunda à sexta para pacientes com microcefalia.
De acordo com Manoel José da Silva, morador do Lot. São João e São Paulo, que faz hemodiálise no Hospital das Clínicas de Carpina, os automóveis são de suma importância para sua locomoção. “Facilita muito a nossa vida, agora podemos ir com conforto para os hospitais”, agradeceu.
O prefeito em exercício, Dr. Gabriel Neto, ressaltou a importância das conduções para atender as demandas do município. “É primordial garantir o transporte da população que precisa de atendimento, os veículos vão atender em tempo integral e de maneira qualificada, os pacientes de São Lourenço da Mata”, enfatizou o Prefeito.
Para se cadastrar, o paciente ou responsável precisa comparecer na sede da Secretaria Municipal de Saúde, na Vila do Reinado, tendo em mãos o cartão do SUS, comprovante de residência, CPF, cópia da identidade, declaração da Assistência Social, informando os dias e horários das consultas, registro de nascimento da criança portadora de microcefalia, cartão de microcefalia e o encaminhamento para os hospitais. Também são contemplados os pacientes que realizam quimioterapia e fisioterapia. #TransportePacientes #PrefeituraSLM
Agentes de Endemias e pecuaristas recebem capacitação
Para o agente de saúde Pablo José, a palestra teve caráter instrutivo e apresentou vários pontos importantes para a qualificação do profissional de saúde na luta contra a aftosa. “É muito bom adquirir conhecimento e experiência numa área que também é ofício de um agente de Endemias”, disse Pablo.
Rosileide Machado, criadora de animais bovinos, ressaltou a importância do evento para a conscientização dos pecuaristas sobre a vacinação. “Prepara os donos de animais para identificar sintomas que podem ajudar na intervenção da doença e atuar mais rápido na prevenção é de extrema importância, não só para a vida do rebanho, como para o comércio”, enfatizou. #Capacitação #FebreAftosa #PrefeituraSLM
Contatos nas Redes:
Bernardo Pires Küster
A CRIADORA DA IDEOLOGIA DE GÊNERO VEM AO BRASIL
Muitos combatem apenas os efeitos da ideologia de gênero, e não sua principal causa: a filósofa americana Judith Butler. Ela vem ao Brasil mais um vez para promover sua agenda.
Vamos nos mobilizar! Assine a petição e diga em alto e bom som:#ForaButler!
Filipe G. Martins
O CONSERVADORISMO DE ESTIMAÇÃO DA GRANDE MÍDIA
Qualquer pessoa que acompanhe as discussões internas do movimento conservador americano irá, em algum momento, se deparar com a expressão "token conservative". Formada pela combinação das palavras "token" (que poderia ser traduzida como "signo"; representação visível de alguma coisa) e "conservative" (meramente "conservador"), a expressão remete àquilo que os americanos chamam de "tokenism", a estratégia de fazer pequenas concessões a um grupo subrepresentado para evitar eventuais acusações de parcialidade ou discriminação.
Na prática, o tokenismo é um artifício de defesa antecipada, uma medida que visa criar a impressão ilusória de representatividade onde imperam a homogeneidade e/ou o pensamento único. O "token conservative" — algo como "conservador para ostentação" — é, nesse contexto, um instrumento habitual da grande mídia americana em sua tentativa, cada vez mais inglória, de fazer-se de neutra e imparcial enquanto avança a agenda progressista e presta serviços inestimáveis ao Partido Democrata e à esquerda de modo geral.
Via de regra, os canais de TV e os jornalões convidam alguma figura moderada, sem identificações claras com a esquerda, e que até, vejam só, reconhece uma ou outra virtude no conjunto de idéias diluídas em academicismos e abstrações teoréticas que chamam por aí de tradição conservadora, e o encarregam de desempenhar o papel de colunista, comentarista ou algo do tipo em meio a dezenas ou centenas de colegas de esquerda.
O mais comum é que o escolhido seja um sujeito com opiniões oriundas do iluminismo mais rasteiro, descolado da realidade popular e estranho ao senso comum de seus conterrâneos; alguém determinado a dedicar mais tempo para provar que é (quase) tão limpinho quanto seus colegas de esquerda do que para dar voz aos valores, às crenças e às tradições dos conservadores que ele finge representar.
Exemplos não faltam. Pensem no David Brooks e no Ross G. Douthat, colunistas do New York Times; no Joe Scarborough, apesentador da MSNBC; no David Frum, colaborador da CNN, da Atlantic e da Newsweek; ou mesmo na indefectível Jennifer Rubin do Washington Post.
Todos eles (com algumas variações) defendem bandeiras caras à esquerda, tais como o aborto, as pautas do movimento LGBT, restrições aos direitos garantidos pela segunda emenda, so on and so forth. Todos eles usam seu espaço para atacar outros conservadores e para apresentar "razões conservadoras" para defender pautas da esquerda. Todos eles demonstram um indisfarçável desprezo pelo conservadorismo das camadas populares e fazem de tudo para conseguir um aceno ou um tapinha nas costas de seus colegas de esquerda.
Há, é claro, bons nomes que furam esse bloqueio e que fazem bom uso do espaço que conseguem, mas, além de serem em número pequeno, infelizmente não costumam permanecer no mesmo veículo por muito tempo. Os "token conservatives" é que prevalecem.
Não é preciso dizer que essas figuras não são exclusividade dos EUA. No Brasil também temos nossa cota de direitistas permitidos, nosso seleto grupo de conservadores que servem alegremente ao beautiful people esquerdista que domina o show business e as redações dos jornais brasileiros. Não darei nomes. Não é necessário. Todo mundo conhece a Folha de São Paulo. Todo mundo sabe quem são essas figuras. E, para os que não sabem, episódios como a exposição do QueerMuseu e a performance do peladão do MAM são mais do que suficientes para revelar quem são os dóceis conservadores de estimação da grande mídia brasileira.
Paulo Eneas
Olavo de Carvalho
Quanto mais racionais e científicos são os argumentos que você apresenta contra uma idéia, mais o devoto irracional dessa idéia se persuadirá de que você está apenas fomentando ódio a ela. Justamente porque não pode compreendê-los na esfera racional, transpõe o caso para o campo emocional, onde tudo o que ele pode enxergar é um entrechoque de paixões.
...
“Prefácio ao livro do MAURO ABRANCHES sobre a KGB no Brasil, a ser lançado em breve:
PREFÁCIO
Olavo de Carvalho
Condensando um zunzum que já circulava em jornais comunistas e em teses do Comitê Central do PCB, o livro do jornalista Edmar Morel, O Golpe Começou em Washington, publicado pela Editora Civilização Brasileira em 1965, lançou, já no seu título, o mantra que desde então foi repetido incansavelmente em artigos, reportagens, livros, teses universitárias, filmes, especiais de TV e vídeos do youtube: o movimento que removeu do cargo o então presidente João Goulart foi, no essencial, uma trama do governo americano, uma brutal intervenção estrangeira dos assuntos nacionais, uma manobra da CIA urdida para derrubar um governo nacionalista cujas reformas ameaçavam os interesses do capital imperialista.
A Civilização Brasileira era a maior editora comunista do país, dirigida pelo militante histórico Ênio Silveira, e Edmar Morel, tendo servido ao famigerado Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) da ditadura Vargas, soube adaptar-se rapidamente aos novos ares após a queda do ditador: ganhou do governo soviético uma viagem a Moscou, que relatou num livro de 1952. Ninguém ignora o que essas viagens significam na longa história das cooptações e recrutamentos.
Não é humanamente possível fazer a lista das publicações e produções que endossaram a tese de Edmar Morel. Praticamente nenhum jornal, canal de TV ou universidade, no Brasil (e algumas no exterior) falhou em repeti-la com a constância de um devoto recitando preces jaculatórias. Mais recentemente, a tese ganhou o apoio de celebridades americanas, entre as quais Noam Chomsky, e, entre inumeráveis filmes que confirmavam a mesma versão dos acontecimentos, pelo menos um recebeu um prêmio nos EUA.
Tão vasta, contínua e prestigiosa unanimidade é de molde a desencorajar, no nascedouro, qualquer objeção que possa colocá-la em dúvida.
No entanto, toda essa vistosa e idolatrada construção, em que se empenharam tantos cérebros, tantas verbas públicas e tantos patrocínios privados, é posta abaixo e reduzida a pó mediante uma simples pergunta: Como é possível que a CIA tenha exercido tão profunda e avassaladora influência no curso da história nacional em 1964, se até agora não apareceu, na imensa bibliografia a respeito, o nome de um único agente daquela organização que estivesse lotado no Brasil na época? Nem unzinho só.
Como é possível tanta ação sem nenhum agente?
Inversa e complementarmente, a teoria moreliana do golpe de 1964 baseia-se na premissa – tão unânime e indiscutida quanto ela mesma – de que não havia nem séria infiltração comunista no governo João Goulart, nem o menor risco de uma revolução comunista, nem muito menos qualquer ingerência soviética nos assuntos nacionais.
A importância vital deste livro reside em que demole a porretadas esse mito, mostrando que, em contraste com a ausência total de homens da CIA operando no Brasil naquela ocasião, os agentes da KGB nas altas esferas da República eram, documentadamente, centenas, talvez milhares. O governo Goulart nunca foi senão uma ponta-de-lança do imperialismo soviético.
Mauro Abranches é um tradutor brasileiro residente na Polônia, dominador tanto da língua polonesa quanto da checa, e não faz aqui obra de polêmica, muito menos de acusação: lê e resume documentos de fonte primárias – sobretudo do serviço checo de inteligência, a STB -- com extrema ideoneidade científica e tem o cuidado de não sair carimbando ninguém de “agente da KGB”, nem mesmo quando há razões de sobra para fazê-lo, enfatizando, antes, que muitas pessoas mencionadas nesses documentos não passam de inocentes úteis, levados a colaborar com a subversão comunista sem seu pleno consentimento e às vezes sem clara consciência do que se passava. Ainda assim, o panorama que ele traça da presença soviética no governo João Goulart ultrapassa as dimensões da mera “infiltração” e justifica falar, mesmo, de “ocupação”.
Sem nenhum exagero, a narrativa oficial de 1964 é uma inversão completa e cínica da realidade, dando foros de certeza ao que é mera conjetura, quando não invencionice, e ocultando montanhas de fatos decisivos.
Este livro, sozinho, vale mais do que toda a bibliografia consagrada sobre os acontecimentos de 1964. E uma pergunta que ele suscita inevitavelmente é: quanto dessa bibliografia não foi inspirado ou produzido, justamente, pelos mesmos agentes soviéticos aqui nomeados e fichados?
Antes mesmo das revelações aqui estampadas, os rombos da narrativa canônica já eram tão gigantescos que, para não vê-los, era preciso um considerável esforço de auto-hipnose.
Vinha, em primeiro lugar, a crença geral de que Goulart fora derrubado, não por ser um joguete nas mãos dos comunistas, mas por ser um patriota, um nacionalista, cujas “reformas de base” constituíam um acinte e uma ameaça aos interesses do capital imperialista.
Mas como podia ser isso, se o malfadado presidente jamais apresentou um único projeto de “reforma de base”, todas as iniciativas nesse sentido partindo do Congresso contra o qual ele tanto esbravejava?
Como observei em artigo de 25 de maio de 2014, a “ lei mesma da remessa de lucros, que teria sido a ‘causa imediata’ do golpe, só o que Goulart fez com ela foi sentar-se em cima do projeto, que acabou sendo aprovado por iniciativa do Congresso, sem nenhuma participação do presidente. Se a fúria do capital estrangeiro contra essa lei fosse a causa do golpe, este teria se voltado não contra Goulart e sim contra o Congresso – Congresso que, vejam só, aprovou o golpe e tomou, sem pressão militar alguma, a iniciativa de substituir Goulart por um presidente interino”.
Outro simulacro de prova em favor da tese da “intervenção imperialista” foi a ajuda que algumas entidades americanas – não a CIA – deram à resistência parlamentar e jornalística anti-Goulart. Ninguém, entre os que apelavam a esse argumento, fez jamais a seguinte pergunta: se os tais agentes do imperialismo ianque exerciam tanta influência sobre o Congresso e a grande mídia, reunindo condições para um impeachment do presidente, com uma transição legal e pacífica, por que iriam recorrer ao método traumático e desnecessário da intervenção militar?
Para sustentar que “o golpe começou em Washington” seria preciso provar, não que o governo americano ajudou a fomentar uma gritaria difusa contra a situação, mas que os agentes dele participaram ativa e materialmente da conspiração militar em si, entrando em reuniões secretas de generais e discutindo com eles os detalhes estratégicos e táticos da mobilização final. Mas, se não existe sequer indício da presença de um único agente da CIA no território nacional, como poderia haver provas de que essa criatura inexistente fez isso ou aquilo?
A tese consagrada mistura, numa síntese confusa mais conveniente aos objetivos da propaganda que aos da ciência histórica, a ação pública com a ação secreta, a atmosfera política geral com as iniciativas concretas dos militares e, fundindo tudo sob a mágica do símbolo “interesse imperialista”, enxerga uma autoria única e central por trás de processos não só diversos, como antagônicos.
De fato, quando o general Mourão partiu de Minas Gerais com suas tropas, ninguém, absolutamente ninguém num Congresso que estava ansioso para se livrar do incômodo presidente, tinha a menor ideia de que houvesse alguma iniciativa militar em andamento.
Longe de tramar o golpe, os americanos estavam, isto sim, apostando no que se destinava a ser e poderia ter sido uma alternativa parlamentar à intervenção militar.
No mesmo artigo citado, escrevi:
“Todos os jornais do país, até hoje, usam como prova da cumplicidade americana (com o golpe) a gravação de uma conversa telefônica na qual o embaixador Lincoln Gordon pedia ao presidente Lyndon Johnson que tomasse alguma providência ante o risco iminente de uma guerra civil no Brasil. Johnson, em resposta, determinou que uma frota americana se deslocasse para o litoral brasileiro. Fica aí provado... que os americanos foram, se não os autores, ao menos cúmplices do golpe. Mas, para que essa prova funcione, é necessário escamotear quatro detalhes: (1) A conversa aconteceu no próprio dia 31 de março, quando os tanques do general Mourão Filho já estavam na rua e João Goulart já ia fazendo as malas. Não foi nenhuma participação em planos conspiratórios, mas a reação de emergência ante um fato consumado. 2) A frota americana estava destinada a chegar aos portos brasileiros só em 11 de abril. Ante a notícia de que não haveria guerra civil nenhuma, retornou aos EUA sem nunca ter chegado perto das nossas costas. (3) É obrigação constitucional do presidente dos EUA enviar tropas imediatamente para qualquer lugar do mundo onde uma ameaça de conflito armado ponha em risco os americanos ali residentes. Se Johnson não cumprisse essa obrigação, estaria sujeito a um impeachment. (4) As tropas enviadas não bastavam nem para ocupar a cidade do Rio de Janeiro, quanto mais para espalhar-se pelos quatro cantos do país onde houvesse resistência pró-Jango e dar a vitória aos golpistas.”
A insistência obstinada numa tese impossível explica também o silêncio atordoante com que mídia e o establishment bem-pensante em geral receberam a revelação do então chefe da KGB no Brasil, Ladislav Bittman, de que essa mesma tese fora inventada pela própria espionagem soviética, mediante documento falso enviado a todos os jornais na ocasião. De 2001 a 2014, várias vezes tentei, em vão, chamar a atenção da classe jornalística para o livro de memórias em que o agente checo faz essa confissão explosiva.
O silêncio cúmplice, o comodismo, a mistura promíscua e obscena de jornalismo com militância esquerdista, conseguiram bloquear, por meio século, o acesso do povo brasileiro não só a fatos como a meras perguntas que pudessem abalar a mitologia dominante.
Mas agora a brincadeira acabou. Não só este livro memorável traz a prova cabal e definitiva do engodo, mas surge numa situação bem diversa daquela em que o país viveu nos últimos cinquenta e tantos anos. Hoje há um público mais consciente, que, desmoronada a farsa do comunopetismo, já não se verga, com mutismo servil, ante a opinião do beautiful people jornalístico e universitário.
O trabalho paciente e consciencioso de Mauro Abranches vai, com certeza, encontrar uma platéia atenta e sensível, madura para desprezar o argumentum auctoritatis e sobrepor, à lenda, a realidade.
------
1 Não preciso relembrar aqui os freqüentes e discretíssimos episódios de carreiras universitárias abruptamente encerradas pela ousadia de contestar esse ou qualquer outro dogma do credo esquerdista.
2 V. http://www.olavodecarvalho.org/falsificacao-integral/.
3 V. meu artigo “Sugestão aos colegas”, de 17 de fevereiro de 2001, http://www.olavodecarvalho.org/sugestao-aos-colegas/.
4 Como se verá no presente livro, a KGB, nos países do Terceiro Mundo, não atuava diretamente, mas através dos serviços secretos dos países satélites; no Brasil, a STB, serviço de inteligência da Tchecoslováquia.”
Bia Kicis
Câmara municipal do DF - audiência sobre ideologia de gênero
Conservadores
O gradual processo de emburrecimento do brasileiro é fruto das ações revolucionárias. Enquanto a média do QI mundial aumenta, a brasileira encolhe a cada década.
Conservadores
O gradual processo de emburrecimento do brasileiro é fruto das ações revolucionárias. Enquanto a média do QI mundial aumenta, a brasileira encolhe a cada década.
Como Educar seus Filhos:
João Spacca
E agora, qual a nova missão do Pastel de Flango? Reduzir a pauta conservadora (segurança, armas, perseguição ao cristianismo, à família etc) à lamentação da esfiha perdida?
Virá que eu vi! Apaixonadamente como Periii!!! Tranquilo e infalível como Bruce Leee!!! Impávido que nem Kim Kataguiriiii!!!

#spacca #ManifestoCartunista #HUMORPHOBIA
Rodrigo Castilhos Furtado
Eu parcialmente terminei minha pesquisa comparativa entre custos e resultados de escolas públicas e privadas.
Custo mensal por aluno público da rede municipal porto-alegrense:
R$ 2.876,11
Quantidade escolas municipais no top 100 do RS do Enem 2016: 0 (8 colégios federais/estaduais, para ser justo)*
IDEB final do Ensino Fundamental da rede municipal: 3.8
Custo mensal por aluno da rede privada em uma das melhores (se não a melhor) escola privada porto-alegrense:
R$ 1.493,63**
Quantidade escolas privadas no top 100 do RS do Enem 2016: 92
IDEB final do Ensino Fundamental da rede privada: 6.2
*dos 8 colégios públicos entre os 100 melhores, todos eles possuem alunos de alta classe sócio econômica pois eles possuem provas de admissão, como é o caso do colégio da brigada. Ou seja, é o povo pagando pro rico estudar.
**o custo de taxa de material já está incluso nesse valor.
Ou seja, por praticamente metade do custo o governo poderia emitir um vale-educação ("sistema de vouchers" como é conhecido) e permitir que alunos de baixa renda se matriculassem nos melhores colégios da cidade que estariam competindo entre si para prestar o melhor serviço.
Mas não, para o ignorante médio a competição é feia e o lucro é mal. Bom mesmo é gastar o dobro pra entregar metade. Enquanto isso o SINPA passou o dia trancando ruas e tendo como liderança professores que ganham mais de 10 mil mensais para promover greves e que tentam proteger uma classe de professores municipais que ganha em média R$ 6.851,64 de salário bruto mensal.
Tudo que disse aqui está respaldado em dados oficiais do próprio governo e os disponibilizarei, juntamente com todas as fontes, no primeiro comentário desse post
https://docs.google.com/spreadsheets/d/1WD5ZppQM8wMo0bZdcMrL97KBD4iRsUs0EA0MmVRYNvE/edit?usp=sharing
Lúcia Maria.
Parabéns!
Sugestão de livro
O Jardim da Aflições:
de Epicuro À Ressurreição de César - Ensaio Sobre o Materialismo e A Religião Civil. Preço de mercado nesta semana, entre 40 e 70 reais.
O Jardim da Aflições:
de Epicuro À Ressurreição de César - Ensaio Sobre o Materialismo e A Religião Civil. Preço de mercado nesta semana, entre 40 e 70 reais.
Sugestão de Filme
Generalidades Artes
Violinista israelense Masha Marshon.
Tocar com a alma e para outras.
0 Comentários