O trilho magnético:

Estamos presenciando mais uma vez os efeitos nefastos da influência midiática sobre a sociedade. Já conseguimos em grande parte nos livrar dessa perniciosa carga de informações manipuladas e maliciosas na área política e um pouco na de costumes.

Todavia agora nos vemos diante de um ataque em outra área, a da saúde. E o enxame de pessoas, como pequenos vagões de trem, se viram mais uma vez atraídos pelo magnetismo dos trilhos da mídia e muitos estão seguindo esses trilhos sem perceber que são exatamente os mesmos trilhos dos quais se libertaram com tanto custo e atraso nos últimos anos.

Eu sempre digo que hoje nós dispomos de um elemento fundamental e simplificador para avaliarmos sem esforço a realidade. Basta vermos quem defende o quê.

Observem que os mais imbecilizados militantes progressistas, as meninas de cabelo azul, os meninos estrogenados e os professores de história estão todos unidos nos aplausos às multas e prisões. Isso deveria ser um fator de urgente desconfiança pois essa turma JAMAIS apóia uma coisa certa que seja.

E creio que a principal razão que faz uma pessoa mentalmente saudável concordar com esse tipo de energúmeno é a distração na separação entre a recomendação médica e o restante dos aspectos da vida. Vamos discutir isso aqui rapidamente.

Um médico invariavelmente foca apenas na melhoria da saúde do paciente. Se quebramos uma perna vamos engessá-la e o médico vai recomendar duas semanas de repouso absoluto, por exemplo. Em menos tempo todo mundo já está de volta à ativa, assim que a perna parecer firme e sem dor. Isso acontece com dezenas de recomendações médicas, sempre com margem de segurança e sempre visando o bem-estar do paciente. Mas este eventualmente abrevia algumas indicações justamente por conta do seu bem-estar, que ultimamente é algo percebido adequadamente apenas por ele.

Ou seja, ouvimos os médicos nas recomendações de saúde e adequamos estas à nossa realidade, fazendo alguns ajustes dentro do nosso bom senso. Isso é o mundo como ele é, não uma exortação ao desprezo às indicações médicas.

Mas nestes dias temos médicos advogando todo tipo de medidas, algumas absurdas. Poucas são mais absurdas que o uso de máscaras em carros com ar-condicionado e fechados, ou durante uma corrida na orla. É algo que vai além do bizarro e ultrapassa com folga os limites da soberania individual. Ou da ignorância, da subserviência, da estupidez, conforme o caso.

Se toleramos essas medidas ao arrepio da lei, com gente aplaudindo ainda por cima a repressão policial achando que essas medidas vão salvar vidas, eu lembro que se todos ficarem em casa teremos zero mortes por acidentes de trânsito. Se pararmos de usar aviões não teremos mais acidentes aéreos. E por aí vai.

A vida não pode ser dissociada do risco da morte por mais soja que se tome. E qualquer observação restrita como os exemplos acima vai ser de uma falsidade atroz pois os benefícios dessas modalidades de transporte ultrapassam os riscos para a maioria das pessoas. E cabe a elas somente decidir onde está essa linha. Conheço gente que não anda de avião de forma alguma e é direito deles. Mas eu acho mais prático voar e seguirei fazendo mesmo sabendo que raramente algum avião cai, matando todos a bordo.

Temos que resistir às medidas draconianas ao máximo mesmo que isso gere um aumento no risco de contágio. Qualquer nova restrição deve ter sua implementação como algo doloroso pelas autoridades pois senão elas brotarão como ervas daninhas.

Não consigo conceber nada mais idiota que esperar que uma organização como a OMS ou um governo como o do Dória vão agir pelo meu bem. Não há em nenhum dos dois nem a intenção nem a capacidade.

Não troque sua liberdade por uma redução imperceptível (se houver alguma) no risco de contrair uma doença. O custo disso já está sendo enorme e só será percebido no futuro.

E garanto que os que trafegam alegres no trilho hoje, vociferando contra os que resistem e desejando a estes multas, prisões e morte serão os mais assanhados reclamões de amanhã, quando estivermos numa sociedade empenada e distópica.

Jamais enxergarão a própria obra.

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