O virus chinês, a Quaresma e a Fortaleza:

O vírus chinês (CODIV-19) provocou um colapso social em todas as esferas. Afetou a geopolítica, economia e a espiritualidade. Deixo de comentar da geopolítica, já que vários especialistas facebookeanos conseguem desprender com maestria os fundamentos e o presságio da terceira guerra mundial (!), então passo a fazer apontamentos quanto a economia e espiritualidade.

Contudo, esses apontamentos devem ser reduzidos ao limitado campo de conhecimento empírico e racional, ou seja, no campo concreto e sensível. Falar de macroeconomia é uma erística, como ensina Mises, a economia importante é a “microeconomia” aquela que afeta a família e os negócios locais. A pandemia derivada da (ir)responsabilidade dos comunistas chineses (PS: sócios políticos de Ciro Gomes) ocasionaram várias mortes nos mais diversos pontos do globo. No entanto, assassinato é especialidade dos governos socialistas/comunistas, independente se ocasionado no próprio povo ou estrangeiro, conseguiram espalhar uma histeria coletiva aos moldes de Orson Welles.

Todavia, não defendo uma conduta contrária as autoridades sanitárias, afinal de contas, ter hábitos de higiene é civilizatório e prudente. O que causou estranheza são os atos de atitudes “pré- apocalípticas”, estoque de mercadorias, furtos, arrastões em menos de seis dias que o “Sacrossanto Estado” lançou políticas de estado de sítio e a população caiu em desespero para a alegria da esquerda.

Os megacapitalistas, grandes redes e globalistas apenas sentirão cócegas no final das contas. Estes em vez de passar férias na Suíça, terão que passar o seu período de “descanso” em Ushuaia ou qualquer outro local do planeta que não assuste os acionistas. O liberalismo moderno em pleno funcionamento. Eles terão subsídios do Estado, concessão de anistias fiscais, programas especiais de parcelamentos, não é tese, é fato que inclusive já foi detalhada por Michael J. Sandel.

Enquanto os verdadeiros guerreiros do comércio terão que arcar com os gordos benefícios concedidos aos amigos do rei.
Alguém sempre paga a conta! O micro e pequeno empresário já sentiram o efeito secundário da “guerra biológica”, o desemprego, a insegurança e redução das vendas. Vários amigos e clientes já observam a inevitável falência...

Muitos dos microempresários brasileiros mantêm estrutura de economia familiar, ou seja, emprega a tia, o pai, o avô. A baixa econômica afeta a tranquilidade familiar. Qualquer um pode, durante esse período, comprar no mercadinho próximo de casa, mesmo que o produto esteja um pouco mais caro, essa atitude é um reflexo do exercício da caridade. O Estado, poderia remir de trinta a quarenta por cento dos créditos tributários durante este período e conceder uma moratória generosa para vencimento dos débitos, além de permitir o ingresso de mercadorias nos estabelecimentos, diminuindo a burocracia na “alfândega interestadual”, com o intuito de diminuir o impacto econômico e psicológico. A primeira expressão dos apóstolos do Estado seria: “Assim o Estado quebra!

Não tenho certeza, tivemos 15 anos de governo socialista e até agora não quebrou, não acredito que ajudando as famílias a manter emprego e fonte de renda, possa quebrar. Santo Tomas de Aquino no texto “Do Governo a Duquesa de Brabante”, ensina, no século XIII, que a finalidade do Estado é manter bem as famílias, este é o fim último do Estado. 


Por fim, a fé foi colocada em teste por diversas vezes nesses três meses do ano. Primeiro, com o Sínodo da Amazônia que tinha a nítida finalidade de destruir a Igreja de dentro para fora e colocar o exercício da fé em xeque. Agora, uma pandemia em pleno período da quaresma, que amedrontou até os mais crédulos, “ressuscitando o medo da morte” como o fim do natural, esquecendo-se da alma. Nietzsche e Stephen Hawking estariam orgulhosos da sociedade de covardes que ajudaram a montar.

Durante a Peste Negra as Igrejas não fecharam os fiéis continuavam a buscar os sacramentos e o Sacrifício da Missa. Não falo para ser um fiel imprudente e sem uso da razão, mas que saiba o real significado da Missa. Tenho conhecimento que apenas um corajoso bispo manteve as Igrejas abertas: Dom Henrique Soares, reafirmando todos dos dogmas da fé católica. Karl Max em “Miséria da Filosofia” fala que se o projeto conseguir afastar a fé ou ao menos colocá-la em dúvida, já pode ser considerado um sucesso. Nos resta agora rezar em nossas capelas individuais, com nossas famílias e reparar o Sagrado Coração de Jesus que tantas vezes é violado diariamente. Hoje, a virtude que devemos exercer é a fortaleza, principalmente durante nesse turbulento período da quaresma.


Jefferson Andrade

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